quinta-feira, 27 de junho de 2013

O que os slogans das ruas nos mostram



Por Pedro Paulo Morales


Conforme artigo da BBC Brasil slogans em protestos revelam consumismo e alienação, essa é a opinião em artigo publicado no Financial Times pela colunista Samantha Pearson, para ela os manifestantes usam slogans que demonstram segundo sociólogos um excessivo consumismo e alienação política. O uso de slogan como “O gigante acordou", extraída da campanha do uísque Johnny Walker que tem como objetivo mostrar para o Brasil como é grande e rico o nosso pais, e "Vem pra rua, vem", dos anúncios da Fiat, que contrapõe com a politica de transporte publico  o FT diz que os slogans se converteram em "um dos poucos elementos a unificar os diferentes grupos que tomaram as ruas de mais de 100 cidades no Brasil este mês".
Com pouco esforço a Fiat e a Diageo, dona da marca de uísque Jonnhy Walker, se tornaram patrocinadores não oficiais dos maiores protestos no Brasil desde 1992.


O professor de mídia da Universidade de São Paulo Dennis de Oliveira explicou o fenômeno ao Financial Times e disse que "Muitos dos manifestantes não têm qualquer conexão com partidos políticos, então eles tomam emprestadas expressões do mundo no qual eles estão imersos- e nos últimos anos este tem sido o mundo do consumo", o artigo diz ainda que essas slogans "representam  "o desencanto com o sistema político", e  "são também uma expressão do mal-estar do modelo de desenvolvimento baseado no consumo" para o Financial Times "Carros, máquinas de lavar, e TV de plasma não são mais suficientes: Brasileiros querem melhores serviços públicos e governo" .

Concordo plenamente, pois não adianta nada continuar induzindo o povo a ter um consumo inconsciente onde a classe média esta com seu orçamento comprometido durante vários anos e sente que não pode mais pagar o plano de saúde, as prestações do colégio ou do carro porque a conta do supermercado sobe a cada dia e o governo não consegue controlar. O povo quer mudança com o governo gastando menos, deputados ganhando menos ( pelo menos eles não tem mais o 14º e 15º salários) , mais saúde e educação de qualidade alias essa mesma educação que pode ajudar a formar médicos que poderão trabalhar em hospitais de primeiro mundo com equipamentos novos , remédios e material de consumo em hospitais que estarão longe de políticos mal intencionados onde as modernas técnicas de gestão poderão contribuir para um pais melhor. Importar médicos por importar nada adianta, pois pode um engenheiro construir um prédio sem tijolos ou cimento? É hora de mudar e penso que mudar a constituição sem mudar velhos hábitos seria como mudar um elenco de uma novela sem mudar a historia, ou seja, o final é sempre o mesmo.

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