segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Praça José de Alencar passará por uma nova reforma

 Diário do Nordeste
 
Obra faz parte de um conjunto de ações para o ordenamento urbano do Centro de Fortaleza. O projeto está em licitação

Promessas de mudanças no "coração" do Centro de Fortaleza. Após recente reforma, em 2009, a Praça José de Alencar deve ser novamente modificada. A Prefeitura anuncia reformulação do espaço. Ação está dentro de um projeto maior de tentativa de ordenamento urbano da região.

Hoje, na Praça, o cenário é de abandono, com pichações, sujeira e a presença desordenada do comércio ambulante Foto: Helosa Araújo

O projeto, elaborado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), está ainda em fase de licitação e a previsão é começar ainda neste ano, afirma o titular da Secretaria Regional do Centro, Regis Dias. A reforma, conforme a imagem da planta, deve ser grande: mudança de piso, retirada de ambulantes, ampliação de espaços de lazer e valorização das áreas verdes.

"A ideia da reforma é que o local possa privilegiar o fluxo de quem anda à pé, integrar a Praça José de Alencar ao metrô e interligar aos instrumentos que estão próximos. Vamos colocar piso antiderrapante, nivelar as calçadas, dar mais mobilidade e uma nova iluminação", conta Dias.

Ainda conforme Regis Dias, a obra está sendo feita em parceria com o Governo do Estado por estar na rota do Metrô de Fortaleza (Metrofor). O gestor não soube informar valores, destinação de recursos e prazo de entrega. "Está tudo sendo definido".

Estrutura

Em 2009, o logradouro passou por obras, tapumes foram colocados. Nenhum reordenamento parece ter sido feito. Cena comum é a permanência de ambulantes, vendedores de roupas e comidas: bancos quebrados, sujeira no chão, piso deteriorado e pichações até na própria estatua do ícone de José de Alencar.

A reforma, conforme a planta, deve ser grande, com mudança de piso, retirada de ambulantes, ampliação de espaços de lazer e valorização da área verde

Regis confirma: o desafio do ordenamento é grande no Centro. Assim como o montante de pessoas, mais de 350 mil por dia no Centro. Ele lista diversas ações. "Temos vários investimentos em parceria com o Governo do Estado para aquela região. Deve ser construída uma escola de gastronomia e turismo e um mirante. Estamos tentando também disciplinar a Feira da Rua José Avelino. Meta é organizar tudo", diz.

Entretanto, segundo o gestor, a ideia é que todas as iniciativas sejam discutidas amplamente com a sociedade a partir da criação do Conselho da Cidade. "Temos que primeiro mudar a legislação de uso e ocupação do solo que está muito antiga", afirma Dias. Lembra que a Praça da Lagoinha foi recentemente ordenada, ambulantes reposicionados.

Temor

O clima, na manhã deste sábado, entre os camelôs da Praça José de Alencar, era de apreensão sobre o futuro e permanência deles no local. A maioria diz não ter sido comunicada oficialmente ainda. O cenário era de agitação, com calor e falta de espaço para tantos ambulantes. Eles vendem de tudo um pouco: lanches, roupas, calçados, produtos piratas. Mal sobra espaço para a locomoção.

"Para onde vão mandar a gente?", indaga o comerciante informal com ponto há mais de 25 anos na Praça José de Alencar, Francisco Queiroz Avelino. Segundo ele, ninguém da Prefeitura notificou o grupo até o momento. "Não sabemos de nada e já estamos apreensivos, com medo de perder nosso ponto e ficar sem renda", diz.

Para o ambulante Damião de Oliveira, há uma descrença nessa obra, se ela realmente seria importante ou apenas uma desculpa para afugentar os camelôs. "Se eles começarem as obras agora, como é que ficaremos em dezembro, sem trabalhar? Esperamos que a Prefeitura pondere nossa situação", pede Damião.

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