quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Emprego na indústria local cai 2,38% em setembro pela 3º vez consecutiva

A queda ainda foi maior do que a variação negativa de 1,4% registrada no País

Diário do Nordeste

Foto Diário do Nordeste
O índice de emprego na indústria cearense caiu 2,38% em setembro na comparação com igual período do ano passado, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal Emprego e Salário realizada pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa a terceira retração consecutiva e o pior resultado deste ano no comparativo anual, conforme o levantamento divulgado nesta terça-feira (12). A queda ainda foi maior do que a variação negativa de 1,4% registrada no País.
No Estado, no confronto com igual mês do ano passado, a queda foi puxada principalmente pela redução nos setores de indústrias transformação (-2,32%) e alimentos e bebidas (-1,28%). Também houve variação negativa em mais nove segmentos da indústria: vestuário (-1,09%), indústria extrativas (-0,07%), têxtil (-0,72%), madeira (-0,01%), minerais não metálicos (-0,22%), produtos de metal (-0,29%), máquinas e equipamentos (-0,11), máquinas e aparelhos eletrônicos (-0,12%), e fabricação de meios de transporte (-0,02%).
No acumulado de 2013, o emprego na indústria também caiu 0,98%, se comparado a igual período do ano passado. Entretanto, os resultados locais ainda foram melhores que os dos outros estados nordestinos analisados pelo IBGE. O Estado de Pernambuco figurou na pesquisa com a maior queda na contratação, com -6,5%, seguido pela Bahia, com -6,4%.

Também para os últimos 12 meses, a contratação no Ceará atingiu números melhores que os vizinhos nordestinos (Pernambuco com -7% e Bahia com -5%), mas continua fechando o período com marca negativa de 1,19%.
Já com relação ao número de horas pagas na indústria cearense em setembro, o índice comparado a igual período do ano anterior caiu 1,7%. No acumulado do ano, o índice teve queda de 1%, se comparado ao mesmo período de 2012. Já no acumulado nos últimos 12 meses, o índice negativo é de 1,4%.

Nordeste puxa queda no País

O principal impacto negativo sobre a média global foi observado na Região Nordeste (-6,3%), pressionado em grande parte pelas taxas negativas em 14 dos 18 setores investigados, com destaque para a redução no total do pessoal ocupado nas indústrias de alimentos e bebidas (-10,0%), calçados e couro (-8,0%), vestuário (-4,5%), minerais não-metálicos (-6,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-11,6%), produtos têxteis (-5,6%), indústrias extrativas (-8,1%), produtos de metal (-5,7%) e borracha e plástico (-4,0%).

Folha de pagamento

Em setembro de 2013, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores cearenses da indústria avançou 2,16% frente a igual período de 2012. No acumulado do ano, houve um alta de 2,58%, enquanto nos últimos 12 meses a elevação foi de 4,98%.

Contratações de empregados na indústria brasileira caiu 0,4%

O número de contratações de empregados na indústria brasileira caiu 0,4% em setembro, em relação ao mês de anterior, contabilizando a quinta taxa negativa consecutiva nesta comparação, o que representa um acúmulo de 1,7% de perdas.
Em relação a setembro de 2012, o emprego industrial caiu 1,4%. Foi o vigésimo quarto resultado negativo consecutivo nesta comparação. De acordo com o IBGE, 12 dos 14 locais pesquisados contribuíram para a queda, sendo que a Região Nordeste teve o pior resultado (-6,3%), pressionado pelas demissões nas indústrias de alimentos e bebidas (-10,0%), calçados e couro (-8,0%), vestuário (-4,5%), minerais não-metálicos (-6,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-11,6%), produtos têxteis (-5,6%), indústrias extrativas (-8,1%), produtos de metal (-5,7%) e borracha e plástico (-4,0%).
Sobre a folha de pagamento da indústria, a pesquisa mostra que, em setembro, o valor foi 1,6% maior do que em agosto, recuperando parte da perda de 2,3% observada em agosto. A maior influência foi do setor extrativo, com expansão de 8,5%.
Na comparação com setembro de 2012, o valor da folha de pagamento do setor registrou crescimento de 2,5%, após apontar variação nula na comparação entre agosto de 2013 e agosto de 2012.

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