sábado, 16 de novembro de 2013

O que é o mensalão? Como agiam? Quais os personagens

São muitas informações que a nossa imprensa passa para os leitores. Pensando nisso resolvemos pesquisar par realmente entender o que é o mensalão e o que aconteceu.Que o mensalão foi um crime todos sabemos e estamos agradecidos por ao menos uma vez em 20 ou 30 anos de história pessoas influentes terem sido punidos exemplarmente por vários tipos de corrupção  sem que  se deixar duvidas de que o Brasil esta mudando. Não é o que queremos ainda mas estamos chegando lá.

Vamos tentar em poucas linhas saber o que era o mensalão. 

'Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber'. É assim que a Procuradoria-Geral da República (PGR) classifica o mensalão. E a explicação do PGR é cristalina: 'No momento em que a consciência do representante eleito pelo povo é corrompida (...), a base do regime democrático é irremediavelmente ameaçada'. Para chegar a esta síntese, a acusação reuniu as mais variadas evidências de recebimento de propina - testemunhos, recibos, TEDs, DOCs - e, a exemplo das CPIs que investigaram o escândalo, apontou sua correspondência com a votação de matérias caras ao governo. Confira abaixo.  Veja.com
Para saber quem sacou o dinheiro do mensalão clique aqui.

Infográfico: Penas e tipos de regime dos condenados pelo mensalão

Infográfico: Penas e tipos de regime dos condenados pelo mensalão (© Arte Estadão) 


JOSÉ DIRCEU 
O QUE FAZIA NA ÉPOCA Ministro-chefe da Casa Civil
O QUE FAZ HOJE
Atua como consultor de empresas – e utiliza sua influência em Brasília para garimpar informações sobre a administração federal, matéria-prima de sua bem-sucedida carreira no mundo dos negócios.

ACUSAÇÃO
De acordo com a denúncia, Dirceu foi o mentor do esquema de compra de votos e, utilizando-se de sua posição no governo e da liderança que exercia sobre o núcleo político, foi quem determinou as ações necessárias para o sucesso das operações. Em resumo, o chefe da quadrilha, segundo a Procuradoria-Geral da República.

CRIMES Corrupção ativa e formação de quadrilha

EVIDÊNCIAS APONTADAS PELA PROMOTORIA Em seu depoimento, Marcos Valério contou que, segundo Delúbio Soares, o então ministro José Dirceu e o então secretário do PT Silvio Pereira tinham conhecimento e davam garantia aos empréstimos que seriam forjados entre as empresas do publicitário e o partido. Em seu depoimento, Roberto Jefferson disse que todos os acordos entre os partidos tinham que ser ratificados pela Casa Civil de José Dirceu, "presidente de fato " do PT. Para a Procuradoria-Geral da República, uma das mais relevantes evidências do envolvimento de Dirceu é uma reunião realizada na Casa Civil entre Dirceu, Marcos Valério, Delúbio
Soares e o presidente do Banco Espírito Santo no Brasil, Ricardo Espírito Santo. Antes desse encontro, Marcos Valério, Rogério Tolentino e Emerson Palmieri – também integrantes de quadrilha – haviam feito uma viagem a Portugal para se reunir com o presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta. O objetivo da comitiva era conseguir recursos para cobrir dívidas do PT e do PTB. Durante as conversas, foi levantada a possibilidade - não concretizada - de a Portugal Telecom fazer uma doação de 8 milhões de euros. José Dirceu acompanhou as negociações do grupo Portugal Telecom, com a intervenção do Banco do Espírito do Santo, para a aquisição da Telemig. Outro fator que denuncia a relação entre Dirceu e Marcos Valério são os favores concedidos pelo publicitário ao ex-ministro. Valendo-se de sua influência junto aos bancos Rural e BMG, Valério atendeu a interesses da ex-mulher de Dirceu, Maria Ângela Saragoza, que queria vender seu imóvel, obter um empréstimo e arrumar um emprego. 

O QUE DIZ EM SUA DEFESA
A defesa de Dirceu alega que não há qualquer prova de seu envolvimento no esquema. Aliás, segundo os advogados de Dirceu, nem sequer foram encontradas evidências que comprovassem o mensalão: "os deputados supostamente corrompidos já apoiavam o governo". Diz também que: o ex-ministro não se envolveu com as questões financeiras das alianças partidárias; que a versão de Roberto Jefferson está isolada no conjunto das provas; que Dirceu não tinha ingerência nas nomeações; que não intercedeu em favor de sua ex-mulher; que é comum que um ministro receba 'representantes de instituições financeiras ou empresas'; que não tem vínculo com Marcos Valério, nem responsabilidade pela reunião realizada em Portugal.
Clique para ler as alegações finais da defesa

Confira mais personagens


http://veja.abril.com.br/o-julgamento-do-mensalao/o-que-dizem-os-reus/ 
Revista Veja.com

Muito bom esse infográfico do G1 , clique e entenda mais

Fim do julgamento: entenda o que os ministros decidiram (Editoria de Arte / G1)

Uma ultima pergunta 

Quem vai devolver nossos milhões desviados?





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