quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sobre a compra de Passadena e os erros de gestão

Já sei que o assunto de Passadena já esta muito batido por todos os setores da imprensa e muitos não tem mais paciência de ler ou ouvir sobre o assunto mas enquanto o negócio não for esclarecido nunca é demais tocar no assunto. Tirando a política de lado que essa sim merece ser esclarecida através de um CPI na câmara. Quero comentar aqui nesse espaço sobre o como um contrato da elaborado com tantos erros de analise e planejamento pode comprometer uma empresa e até um governo inteiro.
Muitos falam que a Astra Oil comprou a refinaria no Texas por US$ 360 milhões pagando US$ 42 milhões a vista e assumindo as dividas dessa empresa até o valor de US$ 360 milhões. Mais tarde Astra Oil  vendeu a metade da empresa para a Petrobras e ainda brigou para que esta compra-se a   outra metade resultando um negócio de US$ 1,2 Bi .
Até ai foi um negócio com lucro exorbitante para empresa belga e um prejuízo reconhecido de  US$ 500 milhões devido a uma cláusula chamada de Put Option que determinava que, em caso de desacordo entre os sócios, a outra parte seria obrigada a adquirir o restante das ações. As duas partes brigaram por causa de investimentos que teriam que ser feito na refinaria para mate-la competitiva.
Mas esse é apenas um dos problemas pois segundo a revista Veja a refinaria esta sucateada. Descobriu-se um saque "irregular" de 10 milhões de dólares na conta da empresa e não se sabe ainda o destino e a finalidade do dinheiro.O saque foi realizado em meio à disputa judicial com a belga Astra Oil para a compra de metade das ações de Pasadena pela estatal brasileira. Além disso há erros de gestão nos estoques devido a rotinas manuais, nas operações de compra e venda de óleo e falta de espaço para armazenamento entre outros problemas. Enfim muitos erros de gestão que fazem de Passadena um  negócio nebuloso que pode gerar ainda muita dor de cabeça ao governo e com o desenrolar dos acontecimento lições de como evitar erros de gestão que podem sucumbir até mesmo as mais poderosas das empresas.

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