domingo, 28 de setembro de 2014

Porque a reportagem da Isto É causa tanta polêmica no Ceará

O Sr. Paulo Roberto Costa estava se preparando para investir no Ceará. 

Esta semana não tivemos postagens mas as coisas neste pais e estado não mudam muito. A coisa mais interessante que podemos escrever que foram adquiridos mais de 300  exemplares da Revista Isto É que traz uma reportagem sobre a ligação do governador do Ceará com o Sr. Paulo Roberto Costa.

Lemos a reportagem e não vimos muitas informações que comprometam o Sr Governador a  tal ponto de mandar recolher a revista das bancas o pedir que assessores comprem estas revistas.

Da reportagem da revista  Isto É destaco alguns pontos interessantes:
  1. O Governador Cid Gomes não tem com negar que conhece Paulo Roberto Costa
  2. Em um dos encontros, os dois trataram do ambicioso projeto da refinaria Premium II, anunciada com pompa pelo governo do Ceará como a futura maior refinaria de petróleo do mundo com produção de 300 mil barris por dia e investimentos estimados em R$ 11 bilhões.
  3. Os dois estiveram juntos participando de reuniões para tratar de negócios privados, mesmo depois de Costa ter deixado a Petrobras em abril de 2012. Em maio de 2013, ambos trataram de um projeto pessoal do delator e ex-diretor de Abastecimento da estatal: a instalação no Estado de uma minirrefinaria de petróleo.
  4. Em uma reunião, o governador do Ceará lhe prometeu uma área de dez hectares no Complexo Industrial e Portuário de Pecém. À imprensa local, na ocasião.
  5. Uma vez fora da estatal, o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, abriu a empresa “REF Brasil (Refinaria de Petróleo do Brasil), sediada num novíssimo conjunto de edifícios empresariais da Barra da Tijuca, no Rio. No Ceará Paulo Roberto Costa criou a empresa Refinaria Cearense num edifício empresarial de Fortaleza, em parceria com Francisco José Machado Sant’Anna, do grupo Energio Nordeste.
  6. Após um encontro com Cid Gomes, anunciou publicamente a construção de uma mini refinaria no Ceará, através de sua empresa REF Brasil. Com produção de 5 mil barris por dia e investimento de R$ 120 milhões, a refinaria deveria ficar pronta em 18 meses. O maquinário seria importado da China. Costa foi preso dois meses depois e a empresa dissolvida.
Diante desses fatos não vejo motivo para tanta paranoia em querer tirar as revistas de circulação a não ser que exista algo mais profundo que pode vir a tona. Até aqui vejo uma negociação normal feita com uma pessoa que estava a serviço de alguma força política.

Leia Unidos pelo petróleo

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