segunda-feira, 24 de novembro de 2014

[Coluna Economia e Mercado] Morre Samuel Klein, fundador das Casa Bahia



Morre Samuel Klein, fundador das Casa Bahia
Morreu quinta-feira passada (20) aos 91 anos em São Paulo, no Hospital Albert Einstein, vítima de insuficiência respiratória Samuel Klein, o fundador das Casas Bahia. Filho de uma família judia ele viveu por algum tempo em um campo de concentração. Após dois anos ele consegui fugir. Samuel foi marceneiro mas ganhou dinheiro vendendo cigarros a americanos e vodca aos russos. Juntou dinheiro e veio primeiramente para a Colômbia e depois para o Brasil.
Uma empresa que nasceu homenageando os nordestinos
Já em São Caetano do Sul comprou uma casa e uma carroça usada para vender suas mercadorias. Depois de algum tempo abriu a primeira Casa Bahia, nome dado em homenagem aos vários nordestinos que compravam suas mercadorias. Depois de muitos anos a pequena Casa Bahia se transformou em uma das maiores empresas do ramo de comercio varejista com 500 lojas e presente em 15 estados brasileiros e 56.000 funcionários. Samuel Klein vendia para 15 milhões de clientes, grande parte eram clientes fiéis ao crediário. As Casas Bahia investiam pesado em publicidade e tem como slogan o bordão “Dedicação total a você. Em 2009 as Casas Bahia foram vendidas ao Grupo Pão de Açúcar.  

Fábrica de Móveis Bartira produz 3 milhões de itens.
Samuel Klein também fundou a indústria de móveis Bartira que tem hoje uma das maiores plantas industriais da América Latina produzindo 3 milhões de itens sendo que as chapas de madeiras produzidas em São Caetano do Sul atingem mais de 26 milhões de m2, o equivalente a quase 200 estádios do Maracanã. A fábrica pertence à família Klein mas tem um contrato de exclusividade com o Grupo Pão de Açúcar tipo conhecido como cost plus — ou seja, as Casas Bahia pagam o custo de produção mais uma margem de lucro.
Crimes Cibernéticos
Segundo reportagem da revista Época Negócios os crimes cibernéticos são um problema cada vez mais grave para os países. Dados confidencias do exércitos e empresas estatais são espionados e transferidos para os computadores internacionais. Foi identificado em Brasília um servidor teve um pico anormal de transferências de dados. Segundo a reportagem os “cibercrimes” também atingem as grandes empresas, são os concorrentes em busca de informações.
Lava jato e problemas fiscais pode travar obras de infraestrutura
Os problemas com a Operação Lava Jato e o Ajuste fiscal pode paralisar as obras de infraestrutura. O problema é que as empresas vão ´precisar entregar as obras contratadas com os governos e muitas delas vão enfrentar problemas de caixa se tiverem que pagar multas ou devolver valores. Novos financiamentos do governo ficarão mais difíceis e captar no mercado mais difícil ainda a emissão de debêntures no mercado nacional e as receitas com novas obras pior ainda, o governo terá que frear os investimentos para cumprir as metas orçamentárias.

Nenhum comentário:

Postar um comentário