domingo, 8 de fevereiro de 2015

Mercado e especialistas comentam a indicação de Aldemir Bendine


 

A figura de um presidente é igual à de um maestro em uma orquestra se os músicos  não tiverem uma pauta e não seguirem o maestro, vão produzir barulho e não música.

Economistas do Rio de Janeiro ouvidos pela Agência Brasil disseram que o mercado ficou decepcionado com a escolha do presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, para presidência da Petrobras, em substituição a Graça Foster.
Segundo especialistas a ligação política de Bendine com o governo prejudica a independência que deveria ter para tomar as medidas necessárias neste momento de crise na empresa. 

O o ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e consultor John Forman em entrevista a Agência Brasil disse que “É árdua a tarefa. Não é ele sozinho que chega lá e tudo muda. Ele tem que trabalhar nas estruturas internas da empresa para que elas sejam alinhadas a um objetivo comum”.

Ele ponderou que a companhia precisa de um bom gestor. “Tecnicamente, a Petrobras é ótima, não é esse o problema. Não estamos falando de técnica, estamos falando de gestão. Pode ter um excelente técnico que é um péssimo gestor e pode ter um excelente gestor que não é um técnico excepcional. As duas coisas não se substituem,  John Forman disse ainda que "em uma grande empresa como a Petrobras, a figura de um presidente é igual à de um maestro em uma orquestra. Os músicos, mesmo que excelentes, se não tiverem uma pauta e não seguirem o maestro, vão produzir barulho e não música.”

Solução de Emergência

A decisão da presidenta Dilma Rousseff de nomear o ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine para a presidência da Petrobras foi avaliada como solução de emergência até mesmo pelos aliados do governo no Senado.

Para o vice-líder do PMDB, senador Valdir Raupp (RR), a permanência de Bendine na companhia pode ser “temporária”. “Nada é definitivo, nada é eterno. Ela montou a diretoria e nada impede que possa ser mudada novamente. Ela tinha de nomear alguém, porque a Graça [Foster] ficaria até o fim do mês, mas não ficou”, disse o senador.

 Opinião da oposição 

 Para a oposição, Dilma colocou um “tarefeiro” no cargo e conseguiu desagradar tanto ao corpo técnico da Petrobras quanto a acionistas e investidores do mercado financeiro. “A indicação não poderia ter sido pior”, definiu o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB). “É visível que a escolha da presidenta não foi no sentido de selecionar alguém que tivesse condições de presidir e recuperar a Petrobras. Ela escolheu um tarefeiro, alguém que fará o que ela mandar”, completou o líder.

De acordo com Cunha Lima, a presidenta encontrou um nome confiável para ela e para o PT, mas não para o mercado e acionistas da Petrobras. “Este é o problema do governo. Os interesses políticos-partidários estão sempre acima dos interesses públicos e do país”, afirmou o líder tucano.

Com informações da Agência Brasil 

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