quarta-feira, 29 de abril de 2015

Dilma: ajustes fiscais são conjunturais e governo vai implementá-los


Agência Brasil
Ao participar da cerimônia de inauguração de uma fábrica de carros, hoje (28), no município pernambucano de Goiana, a presidenta Dilma Rousseff disse que ajustes fiscais são conjunturais e necessários e que o governo vai implementá-los para alcançar a expansão do mercado e da infraestrutura.


“Os ajustes são conjunturais: eles são necessários e estamos determinados a implementá-los e, com eles, a implementar as condições para garantir a expansão não só da nossa infraestrutura, mas também do mercado e da indústria automobilística no momento seguinte”, afirmou a presidenta em discurso na inauguração do polo automotivo da Jeep, empreendimento da multinacional Fiat Chrysler Automobiles.

Segundo a presidenta, o governo não ignora a desaceleração enfrentada pelo Brasil e trabalha com empenho para garantir o crescimento da demanda e da produção. “Não ignoramos as dificuldades e a desaceleração que o Brasil passa nesse momento, mas, dentro da certeza do compromisso e do empenho do meu governo, [vamos] trabalhar para aprimorar as bases, para garantir o crescimento da demanda, da produção e do desenvolvimento social e regional do país.”
No discurso, Dilma ressaltou que é preciso trabalhar para criar ambiente de negócios mais favorável à indústria brasileira. “Falo de todas as empresas que escolheram e escolhem o Brasil como sede de seus produtos, de desenvolvimento de sua produção e também do desenvolvimento de suas tecnologias. Todas as empresas são muito bem-vindas.”

Ao falar sobre a Refinaria Abreu e Lima, a presidenta citou a Petrobras e reforçou a ideia de que a empresa virou uma página em relação à Operação Lava Jato, da Polícia Federal. No último dia 24, Dilma havia dito que a divulgação do balanço de 2014 da Petrobras marca uma nova fase da empresa.
A fábrica inaugurada hoje em Goiana tem como estratégia a produção de veículos para o mercado brasileiro e para exportação, partindo dessa base no Nordeste. O carro fabricado ali sairá da linha de produção com índice de nacionalização de mais de 70%, mas o objetivo é chegar a 80%. Até o fim do ano, o complexo empregará mais de 9 mil trabalhadores, dos quais 82% serão nordestinos e 78% pernambucanos.

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