domingo, 17 de maio de 2015

A saúde pede socorro no Ceará

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Pacientes nos corredores, poucos recursos, falta de medicamentos, uma gestão inadequada, doenças da época e até um buffet para os médicos fazem a saúde entrar em colapso no Estado do Ceará.


A crise no sistema de saúde do Ceará parece ser difícil de resolver a curto prazo. Os hospitais do Ceará têm centenas de pacientes espalhados nos corredores. e os postos de saúde de Fortaleza estão sem remédios afirmaram o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e o governador do Ceará, Camilo Santana no sábado passado (9) durante o Dia D de vacinação contra a gripe. 

O governador Camilo Santana afirma ainda que parte da crise ocorre devido a pouco repasse de verba do Governo Federal aos estados. “Em 2006 o Governo [do Estado do Ceará] gastou algo em torno de R$ 285 milhões na saúde; o governo federal gastava algo próximo disso, ou seja, a cada real do Governo do Estado, o Governo Federal gastava um. Em 2014, nós gastamos 4 reais para cada real do Governo Federal.


"Corredometro" 

Desde o início do ano os principais hospitais de Fortaleza acumulam pacientes nos corredores. O Sindicato dos Médicos do Ceará desenvolveu o “corredômetro”, que contabiliza o número de pacientes nos corredores dos maiores hospitais do Ceará; na última atualização, o índice somava mais de 300 pacientes.
A presidente do Sindicato dos Médicos, Mayra Pinheiro, explica que a campanha surgiu após os profissionais assistirem todos os dias às dificuldade por quais passam os doentes sem leitos no hospital. "É humanamente impossível você dizer que está fazendo um atendimento de qualidade em pessoas que estão com o soro pendurado nas paredes com prego ou em crianças que estão 'internadas' embaixo de um telefone público."

Pacientes estão morrendo 

No ultimo dia 30 uma senhora de 70 anos, teve quadro agravado por falta de leito em UTI. A família obteve ordem judicial para transferi-la a UTI, mas não havia vaga.Ela ficou treze dias aguardando por um leito em UTI. Na época  ela deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Autran Nunes e aguardava uma transferência, mas não havia leitos disponíveis. Sem o tratamento adequado, o caso dela se agravou.

Boletim diário

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), está divulgando boletim diário de atendimentos dos hospitais do Estado. O objetivo é levar à população as informações sobre as unidades de atendimento médico e hospitalar administrados pelo governo estadual. O boletim é divulgado diariamente, incluindo finais de semana e feriados, com dados atualizados sempre ao final da tarde.

Entre os dados apresentados pelo boletim, estão número de leitos, internações, atendimentos de emergência e ambulatoriais, cirurgias, transferências para hospitais de apoio, pacientes em observação e a serem encaminhados para leitos e altas.

Modelo de Gestão fracassado.

A gestão do sistema hospitalar público do Ceará, incluindo Upas, está há anos sob controle de uma organização social denominada ISGH, que já foi comandada pelo novo secretário da Saúde, Henrique Javi. O ISGH é regido por um regime legal diferenciado que lhe permite mais liberdade de ação e, ao mesmo tempo, baixo índice de transparência e controle social.

Nas poucas explicações que concedeu acerca de sua saída da pasta, o médico Carlile Lavor deixou nas entrelinhas algumas suspeitas que recaem sobre os profissionais que há anos controlam o dia a dia da Secretaria. É provável que estivesse falando do ISGH e da burocracia que gerencia o sistema de internamento hospitalar.

Em uma entrevista, Lavor chegou a apontar a “incapacidade de coordenação dos profissionais que integram o órgão” como um dos motivos de sua saída. Noutro momento, disse que a “Saúde tem vários problemas e é essencial que haja uma coordenação muito tranquila para levar adiante as ações. Como os pensamentos na Secretaria são muito diferentes, isso criou muita dificuldade”.

Dengue, sarampo e viroses lotam o  Albert Sabin

Os casos de dengue e de sarampo, além das viroses comuns nesta época do ano, têm contribuído para a superlotação do Albert Sabin. Os prontos-socorros estão com movimento acima da capacidade normal de atendimento e há muita espera pelos corredores. As crianças choram e os adultos se desesperam, conforme mostram vídeos feitos no interior do hospital por médicos da unidade.

Os médicos fazem festa

Indo na contra mão dos acontecimentos em meio a crise no Hospital Geral de Fortaleza, um dos maiores do estado, fez licitação no valor de R$ 56 mil para realização de uma festa para os médicos da unidade, incluindo distribuição de brindes. O governador Camilo Santana afirmou que cancelou o serviço de buffet do Hospital Geral de Fortaleza “assim que ficou sabendo”. “Mandei cancelar, não se admite, enquanto faltar medicamento, fazer buffet.

Matéria compilada tendo como fontes G1/CE, Site do Governo do Estado e O Povo Online.


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