terça-feira, 5 de maio de 2015

O Jovem tem dificuldade de encontrar emprego nos últimos tempos.


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Desde que a economia do Brasil entrou em crise, o emprego destinado aos mais jovens tem ficado mais difícil. O motivo é que as empresas estão receosas para fazer novos investimentos e sendo assim estão cortando ou adiando custos.

O jovem brasileiro tem bom nível de estudo e boa formação universitária, mas segundo especialistas isso apenas não basta pois além de uma boa base de conhecimento é preciso saber se comportar no mundo corporativo e isso segundo levantamento feito através
de pesquisas é que tem feito o jovem perder a oportunidade de emprego. Segundo especialistas hoje as empresas procuram não apenas vitalidade de um jovem recém-saído da faculdade, mas a experiência de profissionais mais maduros.

Uma geração de jovens com idade entre 16 e 29 anos, competentes e com bom nível de escolaridade, cujo potencial está deixando de ser aproveitado por causa da crise, um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicado na terça-feira 28 mostrou que a falta de trabalho para essa faixa etária saltou de 12,8% para 15,7% de entre março de 2014 e 2015. Mais de 500 mil jovens estão desocupados nas seis principais metrópoles do País .

Segundo o IBGE, aumentou também a taxa geral de desemprego, chegando a 6,2%, maior percentual desde maio de 2011. A crise, claro, é o principal vilão dessa conjuntura. E a população jovem é a que primeiro sente as consequências dos indicadores econômicos ruins.Esse fenômeno não é privilégio do Brasil. Em todo o mundo, os profissionais em início de carreira são considerados o segmento mais afetado pelas ondas de desemprego. 

A crise econômica que abalou o mundo em 2008 fez a taxa de desemprego entre jovens alcançar percentuais entre 40% e 50% em países como Portugal e Espanha. “No Brasil não é diferente, os jovens ganham pouco e têm menos oportunidades no mercado" afirma Lúcia Garcia, do Dieese.

Especialistas concordam que além da crise, com recessão econômica e corte de vagas, e das falhas no sistema educacional para formação de profissionais, atualmente as novas gerações não encontram o espaço adequado a seus anseios e habilidades nas empresas, que em muitos casos ainda têm uma mentalidade antiquada em relação ao papel do trabalho na vida das pessoas. “A geração atual prefere seguir o caminho contrário dos pais. Antes, era comum escolher um curso mais tradicional, como administração ou direito, ficar muito tempo na mesma empresa e ver o trabalho apenas como meio de ganhar dinheiro”, afirma o coach Maurício Sampaio. “Mas esses jovens procuram propósitos no ambiente profissional, querem se sentir parte de um grupo que busca resultados. Se não tiverem isso, vão ficar desmotivados.”  

Ainda não começamos a viver uma tragédia, atestam os especialistas, mas com o mercado estagnado, o futuro profissional da melhor geração do Brasil está em jogo. 

Adaptado do site da Revista Isto É 

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