quinta-feira, 4 de junho de 2015

Planejamento de carreira deve começar no ensino médio



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Exigência por habilidades comportamentais define um novo perfil profissional, além de reforçar a necessidade de reformulação no ensino brasileiro ...

Você é capaz de solucionar o problema da minha empresa? De maneira direta ou indireta, o que o setor de RH quer saber é isso, numa clara demonstração da importância assumida pelas habilidades comportamentais das equipes.

Se antes as organizações olhavam onde o colaborador se formou e quais cursos tinha em seu currículo, hoje elas buscam no profissional características comportamentais (ou soft skills), como a autonomia para aprender, trabalhar em grupo e motivar as pessoas, resiliência, concisão e comunicação.

“Posso assegurar que qualquer habilidade humana, quanto mais cedo for trabalhada, melhor”, destaca Ronan Delfim Machado, terapeuta ocupacional e educador. Ele acredita que trabalhar disciplinas como empreendedorismo, liderança, ética e a capacidade de solucionar problemas práticos, já a partir do ensino médio, ajude os futuros profissionais a estarem mais bem preparados quando ingressarem no mercado de trabalho.

Pesquisas de RH têm demonstrado a importância destas competências em detrimento do conhecimento puramente técnico. Ronan lembra pesquisa neste sentido realizada em Washington, com os diretores da área das dez maiores empresas norte-americanas em faturamento.

Ao colocar em ordem de relevância as habilidades típicas do funcionário ideal, surpreendeu o fato de o conhecimento técnico ter ficado em último plano. O primeiro lugar foi obtido pela capacidade de solucionar problemas, por ser bem mais difícil e requerer habilidades que muitas vezes os bancos escolares não asseguram.

Para acabar com esse gap, Ronan Machado levanta a bandeira de que a aprendizagem no Brasil seja mais pró-ativa. “O tipo de ensino feito em sala de aula atualmente é o mesmo de 60 anos atrás”, alerta o especialista, enquanto o aluno de hoje vive conectado no mundo virtual.

Para sensibilizar os estudantes quanto à importância do planejamento e gestão da carreira será preciso, em sua visão, uma reforma no sistema de ensino brasileiro. Uma das propostas de Ronan é a aplicação de provas com problemas reais que façam o aluno pensar e não apenas obter boas notas em testes que requeiram a simples memorização de fórmulas.

Exemplo desse tipo de avaliação são as provas do ENEM e do ENADE, assegura o especialista, na qualidade de membro da equipe responsável pela elaboração desses exames. “Somos orientados a evitar questões dependentes da mera memorização para ser respondidas”, diz ele . “Aprendizagem ativa, ou seja, estimulando a autonomia no aprender, motivando os alunos a discutir uns com os outros, enfim, construindo o saber juntos, é o que há de mais moderno em termos de aprendizagem, pois só assim teremos jovens mais preparados para enfrentar o mercado de trabalho”, conclui Ronan.

Fonte: Pautas Incorporativa

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