domingo, 22 de novembro de 2015

Mar de lama: As Consequências e o que poderia ser evitado


 Resultado de imagem para o maior acidente ambiental


A maior catástrofe ambiental do pais poderia ser evitada com maiores investimentos e um maior comprometimento por parte da empresa

Por Pedro Paulo Morales
No momento que escrevo este artigo a onda de lama que se formou após o rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais, no último dia 5, deve ter chegado ao litoral do Espírito Santo. 

Conforme reportagem publicada pelo site da BBC Brasil teria um impacto ambiental equivalente à contaminação de uma floresta tropical do tamanho do Pantanal brasileiro. Os efeitos para o meio ambiente seriam terríveis e durariam cerca de 100 anos para serem revertidos. Conforme biólogo André Ruschi, diretor da escola Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi, em Aracruz, Santa Cruz, no Espírito Santo.

O biólogo também afirma que   a temperatura da terra pode elevar a temperatura da Terra em 10 graus centígrados além de prejudicar o ecossistema marinho que é mais vulnerável que o terrestre. A área a ser atingida pelo que está sendo chamado de 'tsunami marrom' pode ser 10 mil km² numa região conhecida como Giro de Vitória, importante celeiro de nutrientes para animais marinhos, como a tartaruga-de-couro (ameaçada de extinção), o golfinho pontoporia e as baleias jubartes, com isso vemos a gravidade da situação.
Irresponsabilidade
Leio também em outro artigo publicado no Luiz Prado blog que na África do Sul, as mineradoras fazem o tratamento de toda a água ácida das minas por força de lei local e chega ao nível de abastecer parte da população de uma cidade em parceria com a prestadora local de serviços, com benefícios econômicos e financeiros para todos.
Para termos uma ideia com uma estação de tratamento projetada com as melhores tecnologias disponíveis, passou a disponibilizar 25-30 milhões de litros de água pura para a municipalidade, com cerca de 400.000 habitantes. Quando o governo da África do Sul tomou essa decisão de obrigar o tratamento da água que sai das minas já se encontravam acumulados nos subterrâneos das minas de carvão algo como 140 milhões de metros cúbicos de água ácidas. Com estudos técnicos foi possível a mineradora Anglo American disponibilizar 25-30 milhões de litros de água pura para a municipalidade, com cerca de 400.000 habitantes.
Como se vê a água ácida que sai das minas pode ser tratada e talvez não seja feita no Brasil porque a lei não exige. No site da Samarco há uma série de pesquisas sobre o reuso da lama para produção de madeira plástica ou de blocos intertravados para pavimentação de ruas.
O que fica no ar é que todo esse desastre poderia ser evitado. Como sempre, onde tem desgraça e coisa malfeita, começou a surgir nomes de políticos que receberam doações da Vale sócia com a anglo-australiana BHP Billiton na Samarco vão integrar comissão encarregada de fiscalizar tragédia em Mariana e isso causa desconfiança para a sociedade.
Uma coisa já está clara há muito mais lama nesse episódio do que podemos imaginar. Por enquanto podemos identificar alguns perdedores como a população das cidades atingidas pelo 'tsunami marrom' a Vale uma das maiores empresas brasileiras parece que está afundando na lama porque esse episódio pode ter consequências financeiras imprevisíveis, para se ter ideia ela já perdeu R$ 12,6 bilhões, o oceano atlântico está ameaçado de desequilíbrio. 

Esperamos que a lama que escorre hoje pelos Estados de Minas e Espirito Santo não sepulte mais essa história, como muitas outras no Brasil.

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