quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Prevenção às doenças sexualmente transmissíveis estará nos carnavais de rua

Governo vai distribuir 5 milhões de preservativos no carnaval
Governo vai distribuir 5 milhões de preservativos no carnaval

 


O "Homem Camisinha", personagem criado para as ações preventivas deste ano vai auxiliar no conscientização dos foliões

O Ministério da Saúde vai distribuir 5 milhões de preservativos masculinos, femininos e sachês de gel lubrificante durante o carnaval de rua de 17 cidades, em oito Estados e no Distrito Federal. As ações serão realizadas nas festas em Minas Gerais (MG), Rio Grande do Sul (RS), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Bahia (BA), Pernambuco (PE), Pará (PA), Ceará (CE) e Distrito Federal (DF) .

O "Homem Camisinha", personagem criado para a campanha de prevenção ao HIV, Aids e doenças sexualmente transmissíveis no carnaval deste ano estará presente nas ruas, entre escolas de samba, blocos e trios elétricos.

A ação integra a campanha de prevenção com foco no carnaval, cujo slogan é “Deixe a camisinha entrar na festa”. A campanha também estará presente em transportes coletivos, TV, rádio e redes sociais. O objetivo é reforçar a importância do preservativo como instrumento de evitar a contaminação, por via sexual, pelo vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Além dos preservativos, 295 mil abanadores com a mensagem da campanha serão distribuídos aos foliões, e 300 mil filipetas informando sobre a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) estão sendo entregues às unidades de saúde.
A página oficial da campanha pode ser acessada aqui.

Números
Os dados mais atualizados do Ministério da Saúde referentes ao enfrentamento às DSTs e Aids no Brasil apontam que, em 2015, o País bateu recorde de pessoas em tratamento com antirretrovirais: 81 mil brasileiros começaram a se tratar no ano passado, um aumento de 13% em relação a 2014, quando 72 mil pessoas aderiram aos medicamentos.
Com o maior número de pessoas com acesso aos antirretrovirais, o País alcançou a marca de 91% das pessoas em tratamento apresentando carga viral indetectável no organismo – o que significa que essa população não mais transmite o vírus para outras pessoas.
“O número de pessoas em tratamento representa um recorde histórico. Nunca tanta gente começou a se tratar em um só ano. Isso significa que a campanha realizada pelo Ministério da Saúde no último ano, a #PartiuTeste, funcionou, assim como a campanha do Dia Mundial e as ações que desenvolvemos no âmbito do Programa Nacional de DST, Aids e Hepatite Virais”, comemora o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério, Fábio Mesquita.

Teste
O diferencial da campanha deste ano é que, a partir da quarta-feira de cinzas serão distribuídos folhetos nos postos de saúde e instalados outdoors sobre a profilaxia pós-exposição (PEP). Dessa forma, no período pós-carnaval, o Ministério continuará incentivando a testagem e o tratamento para os casos de sorologia positiva, completando assim, o tripé da prevenção.

Profilaxia pós-exposição
A profilaxia pós-exposição (PEP) é um procedimento que evita a proliferação do vírus HIV caso o medicamento seja tomado em até 72 horas após a exposição ao vírus, como nos casos de sexo desprotegido. O ideal, de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, é que seu uso seja feito nas primeiras duas horas após a exposição ao risco. Ao todo, são 28 dias consecutivos de uso dos quatro medicamentos antirretrovirais previstos no novo protocolo (tenofovir + lamivudina + atazanavir + ritonavir).

Panorama
O total de brasileiros com acesso ao tratamento com antirretrovirais no País mais do que dobrou entre 2009 e 2015, passando de 231 mil pacientes (2009) para 455 mil (2015). Atualmente, o Sistema Único de Saúde oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes soropositivos.
 
Fonte:Portal Brasil

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