domingo, 20 de março de 2016

Especialistas temem pelo crescimento da intolerância em manifestações


 Rio de Janeiro - Movimentos sociais fazem ato na Praça XV, centro da capital fluminense, contra processo de impeachment (Tomaz Silva/Agência Brasil)

 MANIFESTAÇÕES ACIRRADAS
(Brasília) Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil o acirramento das manifestações nas ruas pose levar ao aumento da intolerância.O  pesquisador Renato Meirelles o ambiente hostil pode se intensificar ainda mais se não houver um “freio de bom senso”. “É preciso ter claro quais regras do jogo, ter claro quais os ambientes do debate político, ter claro que só é possível sair dessa crise através do saudável debate democrático onde se respeite a voz das ruas e se respeite a voz das urnas”

Em analogia com um jogo a pesquisador disse que para que a população acredite no jogo democrático, é preciso a “certeza da isenção do juiz.


Para o Doutor em ciências politicas e professor da PUC-MG, Malco Camargo as últimas medidas adotadas por Moro foram parcialmente responsáveis por reforçar o movimento a favor do governo da presidente Dilma. Para ele os  excessos cometidos por Sergio Moro  sempre relacionados ao ex-presidente, que é colocado como chefe de quadrilha geram duvidas na população. 

Geraldo Tadeu Moreira Monteiro, cientista político e professor da Uerj, pensa de outra forma. Para Monteiro, há um movimento dos dois lados políticos de instigar temores que podem impactar o perfil dos manifestantes. Ele cita que boatos que correram pela internet alertando sobre uma possível movimentação do Exército brasileiro. “Depois viram que era apenas exercício para as Olimpíadas. Chegamos a este nível de pânico e incerteza”, alertou.

Monteiro acrescentou que "Temos hoje uma situação em que a esquerda brasileira se tornou refém da legalidade. A esquerda perdeu a rua para as manifestações de classe média, que tem um certo conteúdo de direita extrema”, avaliou ao citar faixas que pediam o fim do comunismo durante manifestações no Rio de Janeiro.


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