sexta-feira, 29 de abril de 2016

Constrangimento no Senado

Brasília O prêmio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, fala com a imprensa após encontro com a presidenta Dilma (José Cruz/Agência Brasil)
Foto: José Cruz/Agência Brasil
“Acima dos interesses partidários estão os interesses do povo do Brasil e de toda América Latina”, afirmou o ativista argentino

(Brasília) O arquiteto e ativista de direitos humanos, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Pérez Esquivel foi ao senado e causou um grande constrangimento aos senadores  quando disse que o Brasil está prestes a sofrer o que chamou de “golpe de Estado”. O ativista comparou o processo de impeachment de Dilma ao que ocorreu em Honduras e no Paraguai, com a destituição dos presidentes Manuel Zelaya, em 2009, e Fernando Lugo, em 2012.

Parlamentares da oposição reagiram na hora à manifestação de Esquivel, lembrando que, em uma sessão extraordinária da Casa, só senadores têm direito a falar. Os oposicionistas disseram que Paulo Paim, que comandava a sessão, não poderia ter aberto uma exceção para isso. O senador Ataides Oliveira (PSDB-TO) chegou a propor uma moção de repúdio, mas foi convencido a recuar e se contentou em pedir apenas que a declaração fosse retirada dos anais da sessão.

Com informações da Agência Brasil

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