sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Vício em “Pokémon Go” pode trazer problemas graves aos profissionais

De acordo com Sulivan França, especialista em comportamento humano, queda de produtividade em decorrência do jogo pode gerar demissão por justa causa 

 É impossível negar que o jogo para celular da Niantic, o Pokémon Go, virou febre mundial. No início de agosto, o game chegou ao Brasil e se tornou, rapidamente, um vício para crianças, jovens e adultos. Desde então, é comum andar nas ruas e ver dezenas de pessoas interagindo com a tecnologia. Porém, o que poucos sabem é que o excesso pode gerar problemas mais graves, principalmente aos profissionais.
O especialista em comportamento humano e presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC), Sulivan França, explica que não resistir ao vício durante o horário de trabalho pode custar até mesmo a vaga de emprego. “Os jogadores precisam repensar a prática durante alguns momentos. A falta de atenção pode gerar problemas graves, pois o foco disperso implica diretamente na produtividade do funcionário”. Esses colaboradores podem ser punidos e inclusive demitidos por justa causa. “De acordo com leis da própria CLT, a queda de desempenho do empregado pode sim gerar esse tipo de demissão”, completa.

Diversas empresas optaram por proibir o uso da tecnologia. Para o especialista, esse comportamento é viável e pode funcionar como uma solução positiva para ambos os lados. “As companhias que agem dessa forma acabam protegendo seus funcionários”. Mas, na opinião de França, o equilíbrio também precisa partir do usuário. “É imprescindível buscar um autocontrole para não se tornar viciado. Tudo o que nos faz perder o foco de nossas ações não pode ser considerado saudável. É preciso entender que existe momento para tudo”, garante.

Fonte: www.dino.com.br

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