sexta-feira, 28 de abril de 2017

Com greve ou sem greve está nascendo um novo modo de trabalhar



 pedro-novo

Pedro Paulo Morales
O direito de greve é licito assim com o direito ao trabalho. As forças que convocaram o movimento de hoje já começam errando pois querem tirar o direito de quem quer ir trabalhar.

É certo que as últimas medidas aprovadas pelo governo não são uma maravilha e as que ainda virão como a reforma de previdência são mais confusas e até certo ponto vão causar prejuízos para os trabalhadores como aumentar o tempo de contribuição por exemplo, mas alguma mudança tinha que ser feita.

Na reforma trabalhista podemos ver pontos positivos com por exemplo a jornada intermitente, o banco de horas e até mesmo a jornada 12/36 horas e a desobrigação de contribuição sindical e a regulamentação do Home Oficce inclusive com reembolso pelo empresário de despesas com custos incorridos para a realização do trabalho.

Todos esses pontos são bons porque vai facilitar a contratação e vai também gerar mais empregos pois as pessoas vão poder fazer aquilo que gostam e vão se tornar especialistas naquilo que fazem ou seja vão se tornar uma espécie de empreendedor corporativo onde se ele não mais trabalhar e sim oferecer um serviço de qualidade vai poder se manter empregado por muito mais tempo.

Muitos vão dizer onde estão as férias, o decimo terceiro e o PLR ou plano de careira, vão continuar existindo, mas não para esse novo tipo de trabalhador/empreendedor que agora terá que conhecer técnicas de mercado, se atualizar e oferecer não mais um trabalho e sim um serviço e de qualidade. Quanto aos sindicatos esses terão que se reinventar e oferecer melhores serviços e vantagens para que se tornem fortes e consigam atrair contribuições não por obrigatoriedade e sim porque são bons.

Quanto a fazer greve hoje ou não essa deve ser uma escolha sua e todos devem respeitar. Pense bem antes de sair gritando e empunhando uma bandeira porque a regra do jogo agora é essa e apenas podemos mudar se exigirmos que nos tratem com pessoas dignas não como massa de manobra de A ou B.

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