sábado, 29 de julho de 2017

Seminário na FIEC discute Indústria 4.0 na área da saúde

Na manhã de quinta feira (27/7), a FIEC foi palco do Seminário Indústria 4.0 - Saúde e Conectividade, que abordou inovações tecnológicas e processos de automação na área da saúde. Organizado pelo Sindquímica e pela Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO), o evento contou com a participação de especialistas que discutiram temas como privacidade, credibilidade, profissões do futuro e segurança e inovação.

Márcio Bósio, diretor institucional da ABIMO, alertou que apesar de ainda convivermos com as consequências da terceira revolução industrial, já estamos sendo pressionados para uma quarta revolução. Ao mesmo tempo em que temos, no Brasil, regiões sem energia elétrica, temos máquinas interagindo com o ser humano. “Toda tecnologia tem um ritmo de implantação que depende do ambiente local. Quando a gente fala de saúde, existe uma demanda muito forte de incorporação destas tecnologias. Os serviços de saúde estão exigindo cada vez mais essa incorporação tecnológica. É difícil você manter um profissional médico num local onde ele não tenha condições de fazer um exame, de desenvolver o trabalho dele”, comentou.
Segundo o presidente do Sindquímica, Marcos Soares, as empresas precisam pensar o futuro do atendimento à saúde dentro dos hospitais, que precisa estar cada vez mais conectado e interligado. Um exemplo disso é o prontuário médico digitalizado. "A nossa intenção é pensar em como conectar todos os atores do setor de saúde do Estado, como a indústria, academia e governo", enfatizou.
Donizetti Louro, professor e presidente do Instituto de Matemática, Arte e Tecnologia, é necessário ter cuidado ao falar em transformação tecnológica na área da saúde. “São muitas consequências em jogo, então precisamos de garantias. No entanto, temos muitos pontos positivos, que podem contribuir para o desenvolvimento tecnológico do país e, principalmente, para o bem-estar dos pacientes”. Segundo Louro, uma das principais dificuldades vividas no País com relação a essa transformação é o despreparo dos profissionais frente às questões normativas. “Você tem que começar pelas normas. Existe um compliance internacional que se não for respeitado, o projeto já começa morto”, preveniu.
O Seminário também tratou da necessidade de requalificar profissionais para acompanharem os avanços. “Todos estão apavorados porque diversas profissões vão acabar, mas o nosso desafio é requalificar. Cada setor guarda uma particularidade que diz respeito à cadeia produtiva dele. Todos esses setores juntos têm que ter um mesmo olhar do que significa essa indústria 4.0. O que a internet das coisas, das pessoas, dos serviços está apontando para a sociedade. Se entendermos o que essas tecnologias estão apontando para a sociedade, nós vamos começar a refletir quais são as minhas dificuldades perante a aplicação dessas tecnologias”, provocou Louro.
Fonte: Maxpress

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