sexta-feira, 27 de julho de 2018

No Ceará, mais de 230 mil motociclistas receberam indenizações por acidente de trânsito na última década

Três em cada cinco indenizações pagas em todo estado foram para motociclistas, de 2008 a 2017 

No dia 27 de julho é comemorado o Dia Internacional do Motociclista. Dados da Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT, mostram que a categoria foi responsável por 61%, um total de mais de 232 mil, das indenizações pagas por acidente de trânsito no Ceará na última década. Nesse período, ao todo, foram 324.721 indenizações pagas para acidentes envolvendo motocicletas entre os três tipos de vítimas: motoristas, passageiros e pedestres.

De acordo com o levantamento, 198 mil pessoas tiveram algum tipo de sequela permanente ao se envolverem em um acidente com motocicleta. Na mesma categoria, mais de 10 mil indenizações pagas pelo Seguro DPVAT foram por acidentes fatais. Em todo o estado, de 2008 a 2017, mais de 378 mil pessoas foram indenizadas pelo Seguro DPVAT nos três tipos de cobertura: morte, invalidez permanente e despesas médicas e hospitalares.

Somente em 2018, de janeiro a junho, 12.909 pessoas foram indenizadas por acidente de trânsito no Ceará. Seguindo a tendência dos últimos anos, as motocicletas continuam sendo as responsáveis pela maior incidência de indenizações. Já são 11.331 indenizações pagas em todo o estado, 87% do total. Os condutores do veículo representam mais de 7 mil dos sinistros pagos (66%).
 
Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mostram que, dos 3 milhões de motoristas no Ceará, mais de 1,1 milhão estão habilitados para guiar motocicletas. Ainda de acordo com o Denatran, o número total de motos no estado é de aproximadamente 1,5 milhão. O veículo, que representa 50% da frota estadual, concentra o maior índice de indenizações pagas, 85% no total.

Em relação ao perfil dos indenizados, os números da Seguradora Líder revelam que a maior incidência de indenizações pagas para condutores de motocicletas pelo Seguro DPVAT foi para vítimas do sexo masculino, na faixa etária considerada economicamente ativa, de 18 a 34 anos.

Muitos fatores contribuem para o grande número de acidentes com motocicletas no trânsito brasileiro. Entre os principais motivos estão o comportamento de risco e o desrespeito às normas de segurança. Os motociclistas também devem estar atentos ao uso de equipamentos de proteção, como capacete, viseiras ou óculos e calçados que ofereçam conforto e segurança na direção. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, 41% dos usuários de moto afirmam não usar o capacete na garupa. Também é preciso atenção redobrada às revisões e manutenção do veículo.

Além disso, por conta da maior exposição e da alta velocidade do veículo, os motociclistas estão mais suscetíveis ao risco. Assim, é fundamental conscientizar e educar os condutores em busca da redução do alto número de acidentes de trânsito no país envolvendo motos.

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